
A Equatorial registrou um aumento de 3,8% em um ano na energia do mercado fio B, que fechou o primeiro trimestre de 2026 a 14.273 GWh. O desempenho se refletiu em R$ 198 milhões na margem do segmento de distribuição da companhia.
Para a diretoria da empresa, este foi um dos destaques do trimestre e um dos fatores que explicam o aumento da margem bruta em 11,2%, a R$ 4,6 milhões.
A energia injetada bruta aumentou 4,2%, fechando o trimestre a 18.937 GWh. A energia faturada variou positivamente em 1%, a 13.442 GWh. A carga dos consumidores cativos caiu 1,71% no período, a 9.825 GWh. Já a carga dos consumidores livres aumentou 9,6%, a 3.535 GWh.
Em teleconferência com acionistas, a Equatorial também destacou a manutenção na redução no nível de perdas de energia, que caiu 0,2% em um ano, mesmo com o crescimento na base de consumidores.
Curtailment da Echoenergia aumenta 12%
Na Echoenergia, o curtailment atingiu 181,4 GWh, com aumento de 11,8% em relação ao primeiro trimestre de 2025. O montante representou 14% da geração no período e um impacto financeiro de R$ 33 milhões. Assim, enquanto a energia restringida aumentou 6%, o impacto financeiro cresceu 57%.
Segundo a Equatorial, o aumento nos cortes se explica pela maior restrição em parques solares, e o impacto financeiro reflete o patamar mais elevado do preço de liquidação de diferenças (PLD) no período.
Com isso, o resultado da Echoenergia no trimestre foi um prejuízo de R$ 113,6 milhões no trimestre, reduzindo as perdas de R$ 70,2 milhoes registradas um ano antes.
Resultados
No primeiro trimestre de 2026, a Equatorial Energia registrou lucro líquido de R$ 359 milhões, com variação negativa de 0,1% em um ano. A receita operacional líquida foi de R$ 12,7 bilhões, montante 12% superior ao registrado no mesmo período de 2025.
O Ebitda (“lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização”, na sigla em inglês) ajustado foi de R$ 2,6 bilhões, com avanço de 11,3% em um ano.