Olimpíada de Eficiência Energética chega ao ensino médio em 2026

Abertura da 5 reunião ordinária de diretoria da Aneel

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou a realização da edição 2026 da Olimpíada Nacional de Eficiência Energética (ONEE), com orçamento de R$ 8,54 milhões, alta de 34% em relação ao ciclo anterior, e ampliação inédita para estudantes do ensino médio. A iniciativa marca a quinta edição da olimpíada.

A cerimônia final está prevista para 12 de novembro de 2026, em Brasília, em data posterior às eleições, para garantir conformidade com a legislação eleitoral.

A olimpíada prevê certificações digitais, distribuição de medalhas e premiação com notebooks para os primeiros colocados em cada unidade da federação. Os melhores estudantes avançam para uma etapa nacional.

A decisão aprovada pela diretoria da agência nesta terça-feira, 5 de maio, com relatoria do diretor Willamy Frota. A proposta será executada pela Equatorial Piauí, indicada como proponente do projeto cooperado, com coordenação geral do Instituto Abradee.

A edição de 2026 inclui estudantes do 1º e 2º anos do ensino médio. Até então, a olimpíada era restrita ao 8º e 9º anos do ensino fundamental. Com isso, o universo elegível ultrapassa 10 milhões de alunos em todo o país.

A meta estabelecida pela organização é atingir 650 mil estudantes inscritos, de 9.258 escolas participantes e 33.996 professores engajados.

Apesar do salto, a Aneel classifica a meta como conservadora diante da ampliação do público, o que tende a facilitar a adesão das redes de ensino.

Orçamento cresce

O orçamento total previsto para a ONEE 2026 é de R$ 8,5 milhões, refletindo principalmente a inclusão do ensino médio e o reforço em infraestrutura tecnológica para dar suporte à expansão e reduzir instabilidades observadas em edições anteriores.

Entre os principais blocos de investimento, destaca-se o montante de R$ 1,5 milhão para plataforma tecnológica; premiação e culminância (R$ 1,27 milhão); estrutura pedagógica (R$ 986 mil); articulação institucional (R$ 977 mil); comunicação e impulsionamento (R$ 884 mil).

A Aneel também recomendou cautela com os gastos em premiação, que se aproximam do limite regulatório de 15% do orçamento, e sugeriu a busca por fontes complementares de financiamento, como patrocínios.

Metodologia e governança

A proposta pedagógica segue alinhada à Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e mantém o uso de metodologias ativas, com destaque para aprendizagem baseada em problemas (PBL), trilhas gamificadas e formação continuada de professores.

A governança do projeto permanece com o Instituto Abradee na coordenação geral, enquanto a Equatorial Piauí responde formalmente pela execução. A área técnica da Aneel recomendou aprimorar a segregação de responsabilidades e reforçar o protagonismo da distribuidora proponente.

Fonte: megawhat.uol.com.br

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