
O Ministério de Minas e Energia (MME) estuda formas de modernizar os sinais de preço para demanda de energia, disse a secretária-substituta de Transição Energética e Planejamento, Lorena Perim. “Temos em andamento um grande projeto de resposta da demanda, de forma mais arrojada do que o que tem sido feito”, disse Perim nesta quinta-feira, 18 de junho, durante o Encontro Nacional de Agentes do Setor Elétrico (Enase), no Rio de Janeiro.
Ela indicou que, em outros mercados, a resposta da demanda é um dos principais recursos que o operador tem para equilibrar o sistema. Ela também entende que o modelo de formação de preços aplicado no país está chegando próximo ao seu limite e precisa ser modernizado. Assim, o MME tem estudado formas para melhorar a indicação de preços aos consumidores.
Segundo Perim, uma das alternativas estudadas pela pasta é a regulamentação da cobrança por reserva de capacidade sobre os consumidores, de forma proporcional à carga e horários da demanda. “No momento em que você faz essa sinalização, você cobra de quem está causando o efeito e melhora a sinalização de preços”, avalia.
Para a secretária-substituta, o atual sinal de preços também inibe o desenvolvimento de outras tecnologias, como baterias atrás do medidor. “Há um potencial de baterias muito grande também behind the meter, em grandes consumidores, mas para isso precisamos de um sinal de preços”, afirmou.