Casa dos Ventos inicia operação em teste de projetos de eólica e solar

Parque eólico da Casa dos Ventos

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou o início da operação em teste e comercial de 245 MW em empreendimentos eólicos e solares, com a maior parte da capacidade concentrada em projetos da Casa dos Ventos, ao mesmo tempo em que suspendeu a operação comercial da UTE Termocabo, em Pernambuco, para viabilizar sua conversão para gás natural.

A Casa dos Ventos obteve aval para testar as unidades geradoras UG08 e UG9, que somam 9 MW, da eólica Ventos de São Rafael 11, localizada entre os municípios de Coronel Ezequiel, Campo Redondo e Picuí, nos estados do Rio Grande do Norte e Paraíba. Além dessas unidades do parque, a Aneel já havia autorizado, na semana passada, a operação em teste das UG12 a UG14, num total de 13,5 MW. 

Nesta semana, a empresa requereu ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) a licença de operação (LO) para o projeto.

A usina Ventos de São Rafael 11 faz parte do complexo Serra do Tigre, que é formado por 12 parques e soma uma capacidade total de 756 MW. A implantação teve início no quarto trimestre de 2023 e a operação comercial plena está prevista para este ano. 

A companhia também conseguiu autorização para testar as UG1 a UG72, somando 234,6 MW, das UFVs Fótons de São George 0103 e 05, situadas no município de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. As usinas fazem parte do complexo Rio Brilhante, que somará cerca de 491 MW e tem estimativa para o encerramento das obras em setembro de 2026.

Comercial e suspensão

A Aneel ainda liberou para início de operação comercial as unidades geradoras UG1 a UG13, somando 1,43 MW, da UFV Usina Ferreira Costa Barris, localizada no município de Salvador, na Bahia. A planta é de titularidade da Trifase Energia.

Em Pernambuco, a autarquia suspendeu a operação comercial de todas as unidades geradoras da UTE Termocabo, localizada no município de Cabo de Santo Agostinho. O empreendimento, de 48 MW, foi um dos vencedores do produto 2028 a gás natural do certame e encontra-se em fase de habilitação documental. 
Para viabilizar o cumprimento das obrigações contratuais decorrentes de sua inscrição no certame, a empresa precisará fazer a conversão da UTE Termocabo, atualmente movida a Óleo Combustível B1 (OCB1), para operação a gás natural, o que demanda intervenções estruturais relevantes na planta. 

Segundo a companhia, a conversão envolve a aquisição e importação de equipamentos críticos, com prazos de fabricação e entrega incompatíveis com a manutenção da operação regular da usina, sendo, portanto, necessária a paralisação programada de suas atividades.  

O empreendimento está na lista de convocados, pelo Ministério de Minas e Energia (MME), para manifestar interesse em antecipar a vigência do contrato para agosto de 2026.

Outras decisões

A autarquia também revogou as autorizações  da Raízen, Paraty e Faro Energy para comercializar energia no âmbito da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Os agentes foram desligados voluntariamente em março de 2026.

Ainda foi autorizada alterações no sistema de transmissão da PCH Lebon Régis, que passará a se conectar no alimentador AL FBO-04, de responsabilidade da Celesc Distribuição, conforme consta no seu Contrato de Uso dos Sistema de Distribuição (Cusd). A usina é da empresa Duque Energética.

Fonte: megawhat.uol.com.br

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