
O consumo nacional de energia elétrica aumentou 0,1% em novembro se comparado ao mesmo mês do último ano, chegando a 47.420 gigawatts-hora (GWh), segundo dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE). No mercado cativo, houve retração de 3,6%, enquanto o consumo no mercado livre avançou 4,8% no mesmo período.
As temperaturas mais amenas contribuíram para uma retração de 1,7% na classe comercial, enquanto a indústria teve baixa de 0,6%, puxada pela queda do setor químico, principalmente. A classe residencial, por sua vez, teve alta de 0,9%, refletindo o desempenho do Sudeste/Centro-Oeste e a melhora da renda das famílias, segundo a EPE.
Entre os subsistemas do país, o Sul teve retração de 4,2% em novembro, enquanto o Nordeste registrou variação de -0,1%. O Sudeste/Centro-Oeste, por sua vez, teve leve alta de 0,8%, enquanto no Norte o consumo avançou 7,4%.
No acumulado em 12 meses encerrados em novembro, o consumo no país teve leve alta de 0,2%, chegando a 562,424 GWh.
Classes e setores
Em novembro, a classe residencial teve alta de 0,9%, enquanto as classes industrial (-0,6%) e comercial (-1,7%) apresentaram retração em novembro.
Entre os setores industriais avaliados, a EPE destacou os seguintes dados: metalúrgico (-1,9%; -82 GWh), automotivo (-4,5%; -28 GWh), papel e celulose (-2,5%; -21 GWh), produtos de metal (-3,6%; -14 GWh), borracha e matéria plástico (-1,1%; -11 GWh) e têxteis (-1,6%; -9 GWh).
A maior queda foi observada em produtos químicos (-8,1%;-132 GWh). A EPE, em seu estudo, afirmou que o tombo deu-se devido a uma parada de manutenção em uma grande unidade na Bahia e a retração no consumo em São Paulo e Minas Gerais.
Em contrapartida, o consumo cresceu nos segmentos de extração de minerais metálicos, em 12,6% ou 155 GWh, produtos alimentícios, 3,1% ou 71 GWh, e de produtos de minerais não-metálicos, 2,6% ou 33 GWh.
A EPE afirmou ainda em sua resenha mensal que, em Roraima, estado do Norte do Brasil que foi conectado ao Sistema Interligado Nacional (SIN) em outubro, ainda existem 463 mil unidades consumidoras atendidas pelos sistemas isolados, mas que outras 209 mil famílias já foram conectadas ao SIN.