Echoenergia eleva geração solar em dias nublados com nova tecnologia

Energia Renovável / Crédito: Kenueone (Pixabay)

A Echoenergia, plataforma de soluções energéticas do grupo Equatorial, desenvolveu uma tecnologia para aumentar a eficiência da geração solar em dias nublados. A solução vem sendo testada há um ano na UFV de Ribeiro Gonçalves, no Piauí, e atualmente 99% dos trackers já operam com o algoritmo integrado.

Chamada de Nebula, a aplicação da nova tecnologia deve alcançar um ganho médio anual de aproximadamente R$ 200 mil.

O cálculo considera que, no período chuvoso na usina de Ribeiro Gonçalves, de novembro a março, o ganho médio na geração de energia ficou em torno de 0,5%. O maior pico no aumento na geração solar em relação à posição tradicional dos painéis foi no mês de fevereiro, que alcançou 1,37%.

Já no período de seca, que vai de maio a setembro, os ganhos foram mínimos, uma vez que dias nublados são raros nessa época na região.

De acordo com Bruno Macedo, gerente de Performance e Manutenção Solar da Echoenergia, os ganhos de eficiência acumulados ao longo dos meses mais chuvosos têm impacto relevante nos resultados da companhia.

“Trata-se de energia que já estava disponível, mas que não era plenamente aproveitada pela usina. Não estamos aumentando a geração por meio da instalação de novos equipamentos, e sim capturando de forma mais eficiente a energia que o recurso solar já disponibilizava naquele momento. Como a solução é baseada em software e aplicada sobre uma infraestrutura existente, os ganhos obtidos podem ser naturalmente estendidos para o restante do portfólio”, explicou.

Sobre a tecnologia

A solução utiliza um algoritmo em linguagem Python, criado internamente, que posiciona automaticamente os painéis fotovoltaicos na horizontal quando há maior nebulosidade, favorecendo o aproveitamento da radiação difusa.

Baseada em inteligência de dados, a tecnologia cruza informações técnicas do próprio sistema para automatizar a tomada de decisão da usina em tempo real e coordenar as placas no parque gerador.

Segundo a Echoenergia, com isso, é possível otimizar a produção de energia sem a necessidade de investimentos adicionais em novas tecnologias ou equipamentos. Já em condições de céu limpo, os trackers voltam a acompanhar a posição do sol.

O software calcula continuamente o recurso solar teórico, ou seja, quanta energia do sol a usina receberia se o céu estivesse totalmente limpo. Em seguida, o algoritmo compara esse valor teórico com os dados reais captados pelos sensores convencionais já instalados no local. A diferença matemática entre o “sol perfeito” e o “sol real” revela o índice de opacidade das nuvens.

A partir desse diagnóstico instantâneo, se o índice aponta alta opacidade — muitas nuvens no céu —, o sistema envia o comando para que os motores ajustem a posição das placas para a horizontal, permitindo aproveitar a radiação difusa e aumentar a capacidade de produção de energia.

Fonte: megawhat.uol.com.br

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