Fernão Dias pode ganhar corredor de recarga com gás e biometano

Rodovia Fernão Dias

A Gasmig discute com a Motiva e a Cemig a criação de um corredor de abastecimento para veículos entre Belo Horizonte e São Paulo, pela rodovia Fernão Dias. A proposta prevê a oferta de gás natural e biometano pela distribuidora mineira e de recarga elétrica com energia renovável da Cemig ao longo do trajeto.

O projeto ainda está em fase inicial de estruturação e deve aproveitar a infraestrutura prevista na concessão da rodovia, incluindo os Pontos de Parada e Descanso (PPDs), para criar centros de descarbonização com abastecimento de gás e biometano e eletropostos.

“Está na fase incipiente, mas a ideia é a gente avançar com uma parceria firme. É impensável achar que a gente vai conseguir colocar biometano amanhã em toda a extensão. Mas já vamos criar infraestrutura para ter 10%, 15% de biometano, depois 20%, quem sabe um dia 100%”, disse o presidente da Gasmig, Gustavo De Marchi, em entrevista à MegaWhat.

Segundo o executivo, a discussão com a Motiva surgiu a partir de conversas com o Ministério dos Transportes e avançou diante das obrigações de descarbonização e de implantação de PPDs previstas na concessão.

“São complexos. Você vai ter hotelaria, segurança, pátio enorme de estacionamento. Então, a nossa ideia é instalar centros de descarbonização que teriam o dispenser de gás, biometano e o eletroposto”, afirmou o presidente da Gasmig.

Novas frentes para a Gasmig

A iniciativa faz parte de uma estratégia da Gasmig para ampliar a atuação além da distribuição tradicional de gás e aproveitar o crescimento da frota pesada movida a gás natural e biometano.

Dados apresentados pela companhia durante o evento “O Gás que Move Nossas Minas” nesta quinta-feira, 1 de outubro, mostram que a frota pesada dedicada a gás no Brasil passou de 721 unidades, em 2022, para aproximadamente 2,2 mil em 2025, alta de 205%.

A Gasmig também estima que um grupo de 20 caminhões movidos a gás consuma cerca de 40 mil m³ por mês, ou aproximadamente 1 mil m³ por dia. Isso significa consumo médio de 50 m³ por veículo diariamente.

Na apresentação, a companhia apontou redução de aproximadamente 28% das emissões de CO₂ e de 90% de óxidos de nitrogênio (NOx) com o uso de gás veicular na mobilidade pesada. No caso do biometano, a redução de CO₂ pode chegar a 90%, segundo os dados apresentados pela empresa.

Além do potencial de descarbonização, o presidente Gustavo De Marchi vê na parceria uma oportunidade para aproximar a atuação da Gasmig e da Cemig. O executivo disse que a integração das duas empresas não passa necessariamente por uma unificação societária, mas pela oferta conjunta de soluções energéticas.

“Não é uma integração propriamente de CNPJ. É uma integração de cultura, uma integração de energético”, disse. Segundo ele, a combinação permitiria oferecer “elétron, molécula, dados e serviços” aos clientes.

Fonte: megawhat.uol.com.br

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